Uma pedra, pequena, diminuta, fragmento de outra maior, na montanha colossal, imponente. Sinto-me no alto, bem ao sabor do vento que bate livre e volta, sem cadência, sem ritmo, mas vem e vai insistentemente, e volta. Refresca e suaviza. Harmoniza, sem ritmo, junto ao cantar de pequenos pássaros. Diz-se uma brisa. Momento raro, embora intenso no sentir como por muitas e muitas vezes já percebido. Faz-se presente o aroma de mato, levemente sorvido com a suave brisa, percorre em meio o meu peito. Suaviza, refresca, purifica. Harmonia em ritmo no cantar, musica de pequenos pássaros. E passa a brisa, no sentir do rosto, aos ouvidos, cabelos, e passa a brisa.
João C Lopes
Extrema-MG 30/07/2010
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