terça-feira, 14 de julho de 2009

Quem desmata ?


Veja o que estão fazendo com o residuo da Mata Atlântica, em matéria veículada no Blog Arautos na Serra da Cantareira, produzida pela Folha de São Paulo:






Uma área de mata atlântica de 103 mil hectares, equivalente a dois terços da cidade de São Paulo, foi desmatada no Brasil entre 2005 e 2008. O Estado campeão de desflorestamento foi Minas Gerais, pressionado pela produção de carvão. No período, perdeu-se 32,7 mil hectares de vegetação.
Além disso, a taxa anual de desmate permanece quase constante por oito anos –de 2000 a 2005 foram ceifados 34,9 mil hectares. De 2005 a 2008, foram 34,1 mil ha.
Isso mostra que a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, ainda não teve eficácia. Segundo a lei, o corte de vegetação primária e secundária só pode ocorrer em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública.
Os dados de desmatamento, da ONG Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referem-se a dez Estados, dos 17 que ainda têm o bioma. Atrás de Minas na lista de desmatadores estão Santa Catarina e Bahia. No ranking das cidades, as líderes de destruição são Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC) e Bom Jesus da Lapa (BA).
O cenário é desanimador para a floresta que tem seu dia comemorado hoje. “Sinaliza que o poder público não tem priorizado o tema. É preciso melhorar a fiscalização”, afirma Marcia Hirota, diretora da ONG SOS. Ela defende, inclusive, que os Estados adotem metas de redução do desmate.
A área original do bioma está reduzida a 11,4%, se considerados os fragmentos de floresta acima de 3 hectares –quanto menor a área, mais difícil é a sobrevivência das espécies. Mas, se apenas fragmentos com mais de cem hectares forem levados em consideração, o remanescente cai para 7,9%.
Em Minas, a região mais desmatada fica na divisa com o cerrado. E, de acordo com Mario Mantovani, também diretor da ONG, sua destruição está relacionada à exploração de carvão vegetal para a siderurgia.
O IEF (Instituto Estadual de Florestas), órgão ambiental de Minas Gerais, afirma que a pressão sobre as florestas nativas decorrem da “expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal”. Porém, segundo o IEF, de 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização ambiental da área.
Santa Catarina foi criticada por aprovar recentemente lei que prevê redução da faixa de preservação ao longo de rios. “Essa é a ponta de um grande problema, com décadas de desobediência civil e do desmonte do órgão ambiental”, disse Mantovani. A Folha procurou a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável de SC, mas não teve resposta
Matéria veiculada no Blog: serradacantareira.blog.arautos.org
Fonte:Folha

Cadê a Mata Atlântica?

17/07/2008 18:12
Cadê a Mata Atlântica que estava aqui? Cabral levou!
José Fernando Aparecido de Oliveira*


Foram muitos os golpes sofridos pela Mata Atlântica ao longo da história do Brasil. A triste biografia da Mata Atlântica tem páginas e páginas de uma narrativa de devastação ambiental, perseguição e dizimação de povos indígenas que aqui moravam a milhares de anos atrás. Os primeiros golpes foram sentidos ainda no Brasil Colônia com a ocupação territorial pelos portugueses e a exploração florestal desenfreada, responsável pela quase extinção da árvore que deu o nome do Brasil, o pau-brasil, que até hoje corre o risco de desaparecer.Da época do descobrimento ate os dias de hoje, a situação da Mata Atlântica tem se agravado, restando pouco mais de 7% de sua área original, o que a coloca em primeiro lugar entre os ecossistemas mãos ameaçados do mundo. Uma perda lastimável para a biodiversidade e para todos nós. Imagino a emoção dos Portugueses ao avistarem a exuberância da nossa Mata Atlântica, com sua diversidade de pássaros, micos, orquídeas, flores árvores e águas.
Tanta beleza não foi capaz de impedir a ganância e insensatez que quase a extingui, restando a nós, quase que por mera sorte, a oportunidade de admirar o pouco que restou deste bioma. Mas até quando? Os últimos dados apresentados pela ONG SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional da Mata Atlântica, chamam atenção para esta ameaça constante que insiste em nos rodear. Segundo o relatório, nos últimos 20anos a Mata Atlântica perdeu em área o equivalente a metade do Estado de Alagoas (15.880 KM2) 98% do Bioma foi avaliada e o resultado mostrou que entre os períodos de 1995-2000 e 2000 a 2005, os desmatamentos diminuíram em média 69%. Houve aumento apenas em dois Estados, Goiás (20%) e Santa Catarina (7%). Em Minas Gerais, a queda foi de 66%.
Apesar dos índices do desmatamento da Mata Atlântica terem diminuído este bioma ainda sofre pressão pela intensa fragmentação de seus remanescentes florestais. Este fato exige uma postura mais combativa de todos nós cidadãos para proteger o que ainda resta deste bioma no nosso estado. É imperativo que os nossos municípios levantem suas bandeiras para a proteção da Mata Atlântica, uma vez que dos 853 municípios, 755 anda possuem um pedaço deste valioso patrimônio natural, um bem de todos nós e um direito das futuras gerações. Salve a Mata Atlântica!
José Fernando Aparecido de Oliveira - Deputado Federal (PV/MG)
Artigo veiculado no JORNAL TRIBUNA LIVRE – OURO PRETO-MG, 17/07/2008– WWW.jornaltribunalivre.com.br

Imagens da Serra do Lopo

Serra do Lopo, contraforte da Mantiqueira na região de Extrema-MG, com aproximadamente 1800 tmetros de altitude, temos o privilégio de caminhar por trilhas fantásticas, repletas de árvores centenárias, bromélias gigantescas, várias nascentes, além de um ar de raríssima puresa.
Neste "pedaço" da Mantiqueira temos a verdadeira sensação do nome em indígena de Mantiquis.
Pois a cada momento, ouvimos, percebemos e visualisamos as nascentes da água mais pura da montanha a rolar pelas pedras, em meio a uma exuberante mata.
Nossos antepassados indígenas já lhe atribuíam o nome de "Pedras que produzem água".
Um dos vários trechos da pequena estradinha que nos leva até o alto do Lopo, em Extrema-MG.
















Um dos pontos mais altos da região, é a Pedra do Cume, vista da Pedra das Flores.
Uma grande pedra que, por seu formato "achatado", produz várias flores, como num jardim suspenso, cultivado pela natureza nos 1800 mts de altitude, ao fundo uma das partes da represa em Joanópolis e Piracaia -SP.









Uma das trilhas com
a exuberante mata.











Uma vista da Pedra Cume encoberta.